A DIFÍCIL MISSÃO DE DEFENDER A NATUREZA NO BRASIL
Em 2012 chegava ao fim no Estado do Rio de Janeiro, a existência de um Batalhão de Defensores do nosso meio natural...
Com a extinção do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente o BPFMA da PMERJ, vários "criminosos" ambientais, ficaram mais a vontade...
Com os Florestais, muitos crimes ambientais já era difícil de coibir, sem eles então...
É interessante observar que a partir de 2010, os Florestais ganharam força e mais conhecimento...
Trabalhavam a vontade, afinal eram "especializados"...
A especialização não vinha do Governo, muito menos da PMERJ, mas sim dos próprios Agentes, que investiam do próprio bolso, por amor ao que faziam...
Com mais conhecimento e mais liberdade para trabalhar, os florestais eram imbatíveis!!!
Através de operações conjuntas bem sucedidas com a Polícia Federal, MPRJ, INEA, Prefeituras, os Florestais eram sempre requisitados e reconhecidos...
Mas no Brasil isso tem um preço, principalmente no Rio de Janeiro!!!!!
Com muitas ocorrências resolvidas, muitas fiscalizações em Empresas finalizadas e com muito reconhecimento e divulgação pela mídia, o Florestal estava cavando sua própria sepultura!!!!!!
No sistema sujo implantado no Brasil, quanto menos aparecer e quanto menos incomodar a "Elite", mais seguro você estará...
Seja na esfera federal; Vejam o enfraquecimento do IBAMA,
Seja na esfera estadual; Vejam o fim do florestal,
A Elite não deve ser incomodada!!!!!
O BPFMA incomodou tanto, que em seu lugar surgiu o CPAm (Comando de Polícia Ambiental), que foi sumariamente transferida para os fundos da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), com a promessa de que seria provisório e que está até hoje, no meio das Comunidades mais perigosas do Estado, em Higienópolis, no Rio de Janeiro...
A quem interessava o abandono da fazenda Colubandê, patrimônio histórico nacional, tão bem cuidada e protegida pelos Florestais?????
A quem interessava a retirada do tradicional fardamento camuflado verde dos Agentes, marca registrada da presença dos nossos Guerreiros ambientais?????
Hoje a fazenda encontra-se abandonada, depredada e invadida, sem solução imediata por parte de incompetentes Órgãos e pelo poder Judiciário que não sabem o que fazer com o histórico imóvel do Século XI!!!!!!
Na tentativa de esconder a merda feita, colocaram um fardamento camuflado cor de vômito em nossos Agentes!!!!
Hoje o imóvel ocupado pelo atual CPAm, os problemas pela falta de manutenção se acumulam...
São ratos, lixo, rede elétrica e hidráulica comprometida, compartimentos como alojamentos, banheiros dos Praças sujos e insalubres...
Forma criados as Unidades de Polícia Ambiental, as UPAms na áreas dos Parques Estaduais...
Bonito no papel, se não fosse por alguns detalhes:
1) As UPAm deveriam apoiar integralmente aos Parques, sua área de entorno e amortecimento e não é o que acontece, pois devido a demanda de crimes ambientais, os Parques ficam em segundo plano!!!!!
2) Foi criado a UPAm Móvel com a finalidade de resolver os crimes ambientais "fora" dos parques, mas não é o que acontece, pois os areais de Seropédica e Itaguaí continuam intocáveis e a UPAm Móvel é utilizada apenas para apoio e para satisfazer os desejos e interesses dos Oficiais do CPAm!!!!!
3) Foi criado um sistema em que muitos Agentes não podem coibir crimes ambientais em Empresas, Areais, portos, só podendo o Agente agir através de Ordem de policiamento escrito e assinado por um oficial responsável, levando a prevaricação e a satisfação de interesses políticos e institucionais!!!!!
4) Foi criado um sistema escravo onde o Agente é obrigado a fazer vários registros nas Delegacias a qualquer preço, originando assim mais quantidade e menos qualidade no serviço prestado!!!!!
5) Foi desenvolvido um sistema em que o Agente que não se enquadrar, é ameaçado e transferido para as unidades de polícia pacificadora, atual terror para os Policiais Militares...
Assim, em 2013, começou a implantação de um sistema falho, fraco, covarde e não profissional e sim de conveniência em nosso Estado...
Alguns Agentes que restaram do extinto Florestal, lamentam e passam para os mais novos a perda inclusive da convivência harmoniosa que existia na Fazenda Colubandê...
Eram festas, comemorações, eventos que Praças e Oficiais participavam juntos naquele local...
Havia as luzes de Natal, feira de carros antigos, feira de meio ambiente, aniversários, casamentos de Integrantes da Comunidade local, enfim, aquilo não era um Batalhão de Polícia, era uma grande família, destruída pela vaidade de um ex-Comandante Geral, pela covardia, inveja e omissão da própria Corporação e pela corrupção política municipal, estadual e federal, atingida pela operacionalidade Florestal!!!!!

